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8 de janeiro de 2010

Segurança Nacional - Expectativas

Acabei de ver o trailer do filme brasileiro 'Segurança Nacional' com estréia prevista pra Maio deste ano. Acho totalmente válida a iniciativa de fazer um filme 100% de ação/policial e que não se passe numa favela (ninguém aguenta mais tantos filmes sobre pobreza e violência na favela!!). Gosto bastante de Cidade de Deus e Tropa de Elite mas acho que a produção de cinema no Brasil deve ser variada e não se resumir apenas a 'tiroteio na favela ou comédias da Globo'.

A lei do Abate (que permite ao país derrubar qualquer aeronave não autorizada a sobrevoar o espaço aéreo brasileiro) entrou em vigor e os narcotraficantes prejudicados com a medida resolvem reagir. O Brasil, então, coloca seu melhor agente à frente da operação de combate aos traficantes, que planejam atacar o Quartel General do SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia).

O trailer do longa mostra boas cenas de ação (com caças, embarcações e muito tiroteio) que é o que todos queremos ver neste tipo de filme. Os diálogos me pareceram bem fraquinhos mas até aí sem problemas: somente a prática leva à perfeição, principalmente se tratando de roteiros de um gênero praticamente inexistente no Brasil. Vou assistir com certeza.



6 de janeiro de 2010

Retratos de uma Obsessão

Robin Williams está muito sinistro como Sy, um empregado de uma dessas lojas de shopping center que revelam filmes. Personagem que tinha tudo pra cair no clichê, mas felizmente não é isso que acontece.

Sy não tem famí­lia nem amigos. Para preencher este "vazio", ele começa a imaginar que integra uma das famí­lias que frequentam a loja. Todas as semanas, Nina Yorkin (Connie Nielsen) deixa um rolo pra ser revelado, isso durante vários anos. Conforme revela os filmes, Sy passa a acompanhar vários momentos da vida da famí­lia como casamentos, nascimento do filho, entre outros. A ligação é tão grande que na cabeça de Sy ele realmente faz parte de uma famí­lia que é aparentemente perfeita. No momento em que descobre, através de fotos, que a famí­lia dos Yorkin não é tão perfeita assim, ele ultrapassa os limites de apenas fuçar nas fotos para interferir diretamente na vida deles.

Robin Williams é um ator que já fez muitos, muitos filmes. Mais de 60 em toda sua carreira! Alguns deles bobinhos como 'Uma Babá quase Perfeita' e 'Jack', outros umas tranqueiras como 'Popeye' e 'Flubber - Uma Invenção Desmiolada' e poucos deles bons como este 'Retratos de Uma Obsessão' (nesta lista também coloco Insônia, Tempo de Despertar e Bom dia, Vietnã). O diretor Mark Romanek veio dos videoclipes (já dirigiu ví­deos da Madonna e de bandas como Weezer e Red Hot Chili Peppers) mas por enquanto não teve a mesma sorte em Hollywood que David Fincher (também ex-diretor de videoclipes).


4 de janeiro de 2010

Conduta de Risco

Se você gosta somente de filmes com tiroteios e perseguições em alta velocidade, definitivamente Conduta de Risco é um thriller político que não é pra você. O clima dele me lembrou 'O Juri' e outros filmes de bastidores de tribunal, onde dois lados tentam desestabilizar o outro, seja invadindo propriedades em busca de provas, plantando evidências para incriminar o outro, até eliminar literalmente a outra parte. Porém, ao contrário de em 'O Juri', aqui a tal disputa no tribunal nem chega a acontecer.




Michael Clayton (George Clooney) é um quarentão cheio de problemas pessoais, alguns vícios, e devendo muito dinheiro após suas tentativas frustradas para mudar de vida. Ele é o "cara que faz o trabalho sujo" para a firma de advocacia Kenner, Bach & Ledeen, o chamado 'Fixer' - algo como um faxineiro, que limpa a sujeira, investigando e até ameaçando pessoas em favor dos interesses de seus clientes. Quando sua firma, representando uma poderosa empresa do ramo agrícola, está prestes a assinar um acordo milionário, um dos sócios (Tom Wilkinson, perfeito) enlouquece e coloca tudo (por "tudo" entenda-se milhões de dólares) em risco. Michael Clayton já sabe o que fazer: limpar toda essa bagunça, mesmo que o responsável seja uma das pessoas mais próximas à ele.
Até onde vale a pena ir por dinheiro? Vale passar por cima de tudo e todos?


Um filme complexo, um quebra-cabeças cujas peças vão se encaixando até a última cena, e que última cena! Os poucos encontros entre Michael Clayton e Karen Crowder (Tilda Swinton) são memoráveis e mostram o por quê da indicação de ambos ao Oscar (ele como Ator Principal, e ela como Atriz Coadjuvante).
Mas o prêmio foi mesmo pra Tom Wilkinson. E merecido!